Click here for Blogger tutorials, premade templates, free blog templates and custom blog designs »

“Pois tu formaste os meus rins;
entreteceste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável
e maravilhoso fui formado;
maravilhosas são as tuas obras,
e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado,
e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe,
e no teu livro foram escritos os meus dias,
sim, todos os dias que foram ordenados para mim,
quando ainda não havia nem um deles.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos!
Quão grande é a soma deles!”
Salmos 139: 13-17

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ultra-sonografia na gestação – Quando, quantos e por que?

ultrassomA ultra-sonografia (USG) é um exame de imagem, que utiliza ondas de som, em uma freqüência inaudível ao ouvido humano. Com o USG podemos avaliar a evolução da gestação.

A primeira USG deve ser realizada no início da gestação para confirmação da gestação, determinação da localização da implantação do ovo (gestação tópica ou ectópica); o número de fetos (gestação única, gemelar, trigemelar), além de avaliar os ovários em relação à presença de corpo lúteo (que é responsável pela produção hormonal no início da gestação).
O próximo exame deve ser realizado entre a 11 e 13 semanas de gestação, onde é possível avaliar a anatomia fetal, medir a translucência nucal e descartar algumas má-formações. A medida da traslucência nucal é muito importante pois consegue suspeitar, quando esta aumentada, que o feto possa apresentar alguma alteração cromossômica, sendo a mais comum a síndrome de Down (trissomia do cromossôma 21). Nesta época também pode ser dado um “palpite”do sexo do feto, pois na região onde vai formar o genital (apêndice genital) poderemos verificar uma área que pode ser paralela à coluna (80% de ser menina) ou perpendicular a coluna (80% de ser menino).
Se o casal quiser saber o sexo do bebê, um USG realizado por volta de 16 semanas de gestação consegue determinar o sexo do feto com 100% de certeza.
Outro exame muito importante é realizado entre 20 a 24 semanas de gestação, sendo chamado de USG morfológico. Este exame permite avaliar vários órgãos fetais e diagnosticar ou descartar muitos tipos de má-formações.
Os próximos USGs são realizados para avaliar o crescimento fetal, a quantidade de líquido amniótico, a posição fetal e a maturação placentária. Quando necessário é solicitado a realização da dopplervelocimetria, que avalia a quantidade de sangue (nutrientes e oxigênio) que está sendo mandado para o bebê.
Fonte: http://www.schupp.com.br/dicas.html#pre-natal

Nossos úteros são abençoados

Gênesis 49:25

25pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoara, com bênçãos dos céus em cima, com bênçãos do abismo que jaz embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.

Éxodo 23:26

26Na tua terra não haverá mulher que aborte, nem estéril; o número dos teus dias completarei.

Deuteronômio 7:13

13ele te amará, te abençoará e te fará multiplicar; abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu grão, o teu mosto e o teu azeite, a criação das tuas vacas, e as crias dos teus rebanhos, na terra que com juramento prometeu a teus pais te daria.

Deuteronômio 28:11

11E o Senhor te fará prosperar grandemente no fruto do teu ventre, no fruto dos teus animais e no fruto do teu solo, na terra que o Senhor, com juramento, prometeu a teus pais te dar.

Deuteronômio 28:4

4Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas.

Salmos 147:13

13Porque ele fortalece as trancas das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Parto: Medos e Mitos

Apesar do avanço do conhecimento, o parto é ainda um mundo povoado de dúvidas, mistérios e medos. Para muitas mulheres, é um absoluto desconhecido. Desfaça alguns dos mitos mais comuns nos dias de hoje.



A DOR DE PARTO É INTOLERÁVEL

Se há um medo universal associado ao parto é este. Muito porque o nascimento continua a estar ligado, na nossa cultura, à ideia de sofrimento. Mas a dor é uma sensação muito subjectiva. E a maneira como se lida com ela - aceitá-la ou tentar desesperadamente eliminá-la - é fulcral no desenrolar do trabalho de parto.

É importante perceber que, ao contrário das outras dores, a dor de parto não é um sinal de que algo está errado no nosso corpo. Por várias razões, é uma dor muito diferente de todas as outras. É gradual e intermitente, permitindo à mulher recuperar forças entre as contracções.

A sua intensidade depende não só de grávida para grávida, como das condições em que a mulher dá à luz: nível de relaxamento, privacidade, apoio de familiares e profissionais, posição de parto e ambiente que a rodeia. O medo da dor é o principal inimigo da mulher em trabalho de parto. Quando há medo, aumenta a tensão, que aumenta a dor.

O melhor plano para encarar a dor é senti-la como uma aliada no processo de fazer nascer o bebé. Acreditar que ela tem uma função fisiológica e tentar dar à luz num ambiente propício: sem imposições de terceiros, sem stress e sem intervenções desnecessárias. E confiar na Natureza. Se a dor de parto fosse realmente impossível de suportar, há muito que a Humanidade se tinha extinguido...

A EPIDURAL É A MELHOR AMIGA DA MULHER
A técnica anestésica mais comum durante o parto divide-se em analgesia epidural (destinada aos partos vaginais) e anestesia epidural (utilizada nas cesarianas). Ambas bloqueiam as sensações dolorosas nas zonas do abdómen e pélvica.

Consistem na introdução de um cateter na parte inferior das costas, entre os ossos das vértebras inferiores, por onde irão passar as substâncias medicamentosas que eliminam a dor. Se a utilização da técnica é consensual nas cesarianas, o mesmo não se pode dizer nos partos normais.

Nestes casos, a epidural não deve ser encarada como uma técnica livre de contra-indicações. Em primeiro lugar, porque comporta alguns riscos (por esse motivo, antes de se submeterem à analgesia, as mulheres têm de assinar um consentimento informado) e, em segundo, porque se trata de uma intervenção que pode tornar o período expulsivo mais difícil, aumentando a probabilidade de recurso ao fórceps para ajudar o bebé a nascer.

Apesar de eliminar a dor, a epidural, é preciso assumi-lo, limita o papel da mulher durante o parto: por estar anestesiada e relaxada, muitas vezes ela não sabe quando fazer força e necessita que a 'conduzam'.

Há mulheres que decidem submeter-se à analgesia epidural ainda antes do parto. Como podem saber se vão, de facto, necessitar da intervenção do anestesista?

A epidural deve ser estudada antes do nascimento - o efeito, as contra-indicações - mas ter a certeza de que sem ela não se passa, só no momento. Não é possível antecipar a intensidade da dor de parto nem o nível de resistência da grávida.

ATUALMENTE, A CESARIANA É UMA INTERVENÇÃO SEM RISCOS



Eis o mito maior. É certo que a cesariana é uma intervenção cada vez mais segura, mas isso não a torna isenta de riscos. A morbilidade e a mortalidade maternas associadas a esta forma de nascer - é preciso não esquecer que se trata de uma cirurgia! - são significativamente mais elevadas do que no parto vaginal. O risco de complicações infecciosas é cinco a 20 vezes maior.

A possibilidade de ocorrer uma hemorragia também é expressivamente mais alta: seis a oito vezes. Para os bebés, nos casos de cesarianas electivas antes das 39 semanas, há o risco de ocorrer uma situação de distress respiratório (insuficiência respiratória).

Para além destes riscos, há também a questão da recuperação pós-parto. No caso da cesariana, o restabelecimento é, inevitavelmente, mais difícil, longo e doloroso. O bisturi corta sete camadas de tecido, incluindo músculo abdominal.

Há indicações absolutas para realizar uma cesariana, como os casos de placenta prévia (quando a placenta cobre parcial ou completamente o orifício interno do colo uterino), e outras mais subjectivas, como a indicação de sofrimento fetal.

Seja qual for o cenário, a cesariana só deve ser efectuada em casos de comprovada necessidade. É essa a recomendação de todos os organismos internacionais que estudaram esta questão, como a Organização Mundial de Saúde e o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas.


O PARTO EM CASA É PERIGOSO


Em 1996, o conceituado British Medical Journal dedicou um número inteiro ao parto domiciliário, onde foram publicados vários estudos sobre esta temática. No editorial, um professor holandês escreveu que o parto em casa é uma opção segura para as gravidezes de baixo risco, desde que as mulheres tenham apoio especializado e infra-estruturas adequadas.

Essa é a realidade no Reino Unido. O sistema de saúde permite que a mulher dê à luz em casa, se essa for a sua opção. As parteiras estão organizadas de forma a dar assistência e apoio a estes casos e o Estado comparticipa.

Em Maio do ano passado, a então ministra da Saúde inglesa, Patricia Hewitt, veio mesmo dizer que é necessário desfazer o mito enraizado de que o hospital é o local mais seguro para ter um bebé. A responsável falou de uma estratégia de promoção do parto no domicílio, com o apoio do serviço nacional de saúde, no sentido de 'desmedicalizar' a gravidez e o parto.

Enquanto não se passa da intenção à prática, o parlamento inglês vai premiando anualmente os hospitais e centros de nascimento (pequenas unidades geridas por parteiras) que promovam o parto normal e o nascimento em casa.


A EPISIOTOMIA É OBRIGATÓRIA 



Outro grande mito difícil de combater. A ideia de que é melhor 'cortar para não rasgar' instalou-se entre os obstetras e criou raízes.

A episiotomia - incisão no períneo (área muscular compreendida entre a vagina e o ânus) e na parede vaginal, que tem por objectivo abreviar o parto - é, hoje, um procedimento rotineiro em Obstetrícia e um dos poucos realizado sem qualquer consentimento da mulher.

Mas os estudos científicos que analisaram as vantagens e os inconvenientes da técnica mostram que não há razões para continuar a executar, indiscriminadamente, a incisão no períneo durante o parto. A Organização Mundial de Saúde contesta fortemente o uso sistemático desta técnica e apela à selectividade dos critérios. Apenas deverá ser usada em casos de iminente rompimento do períneo.

Os riscos associados ao uso rotineiro da episiotomia são significativos e devem ser tidos em conta tanto pelos médicos como pelas grávidas. Ao contrário do que se pensa, o corte não previne as lesões do períneo. Pelo contrário, existe evidência de que poderá provocá-las. Outro dado: recuperar de uma episiotomia não é fácil - trata-se de um corte completo dos tecidos -, quem passou por isso sabe.

NÃO DILATA: TEM DE SER CESARIANA


Tecnicamente, não existe falta de dilatação. Existem sim tempos diferentes de dilatação e contextos de parto distintos. Cada mulher é um caso. Por vezes, pode ocorrer uma paragem da dilatação.

Provavelmente devido às muitas interferências a que as grávidas em trabalho de parto estão sujeitas nos hospitais: ambiente ruidoso, clima de tensão, excesso de pessoas na sala de partos, sucessivos exames vaginais.

O medo do parto também pode interferir na progressão da dilatação. A grávida começa a sentir-se tensa e não consegue descontrair. A falta de relaxamento é um dos maiores entraves à progressão da dilatação.

Se a situação persistir, apesar de a grávida estar a sentir contracções, pode ser necessário intervir cirurgicamente (o trabalho de parto estacionário é uma das principais causas de cesariana).

Mas o importante é prevenir este desfecho: para que a dilatação evolua normalmente, a mulher em trabalho de parto não deve ser perturbada e o ambiente que a rodeia deve ser de calma e serenidade. Evitar chegar cedo demais à maternidade - não é preciso ir a correr ir para o hospital assim que a bolsa de águas rebenta - é uma forma de acautelar essas interferências negativas.

domingo, 10 de abril de 2011

Do You Doula? A importância e as vantagens das doulas no parto.

Como vou ter certeza de que o trabalho de parto começou?

O trabalho de parto é diferente de mulher para mulher, e é impossível determinar exatamente quando ele começa. Não é uma coisa repentina; são várias mudanças fisiológicas que acontecem ao mesmo tempo no seu corpo para fazer com que você dê à luz. Se você estiver mesmo em trabalho de parto, pelo menos uma das seguintes cinco coisas estarão presentes: 

• Seu colo do útero ficará cada vez mais fino e macio (ou "apagado", como dizem os médicos) e dilatado -- até 10 centímetros. Isso é determinado pelo exame de toque feito pelo obstetra ou pela enfermeira. 

• As contrações acontecem em intervalos regulares e cada vez mais curtos, ficando mais intensas conforme o tempo passa. 

• Você pode ter dor na região lombar das costas, muitas vezes acompanhada de uma cólica parecida com a pré-menstrual. 

• Você pode notar uma secreção de muco amarronzada ou com traços de sangue, o chamado "sinal". Se seu tampão de muco, que cobre o colo do útero, sair, o trabalho de parto pode ser iminente -- ou pode demorar mais uns bons dias. De qualquer jeito, é uma indicação de que as coisas estão caminhando. 

• Sua bolsa rompe. Mas você só estará em trabalho de parto se as contrações também estiverem presentes. (Note que isso acontece em apenas 20% das mulheres em trabalho de parto e não em todas elas como muitos pensam!)


Quando devo ligar para o médico? 

Você e seu médico já devem ter conversado sobre quando você deve avisá-lo se achar que está em trabalho de parto. Mesmo se você não tiver certeza, não fique com vergonha de ligar e perguntar. Os médicos estão acostumados com esse tipo de telefonema por parte de mulheres que não sabem ao certo se a hora está chegando e precisam de orientação -- faz parte do trabalho deles. 

E o fato é que o médico já consegue saber bastante coisa apenas pelo tom da sua voz, portanto esse tipo de comunicação só tem a acrescentar. Ele vai querer saber de quanto em quanto tempo as contrações estão acontecendo, se você consegue andar enquanto está tendo uma contração e todos os outros sintomas que você possa estar sentindo. 

Se sua bolsa estourar, ou se você desconfiar que está perdendo líquido amniótico, fale com o médico. Também não deixe de avisar se você acha que o bebê está se mexendo menos que de costume ou se tiver algum sangramento vaginal (que não seja um pouco de muco com traços bem pequenos de sangue), ou se tiver febre, dor de cabeça muito forte, perturbações de visão ou dor abdominal.


O que devo fazer no comecinho do trabalho de parto? 

Alterne entre caminhadas e um pouco de descanso, ou tome uma chuveirada morna para aliviar o desconforto. O descanso é bom para poupar o corpo do trabalho que o espera. Coma alguma coisa, pois no hospital você pode ser colocada em jejum. 


É possível ter contrações e não estar em trabalho de parto? 

Sim. Você pode estar com o chamado falso trabalho de parto se seu colo do útero não estiver dilatando (o médico pode confirmar isso com um exame), se as contrações forem irregulares e não forem ficando cada vez mais fortes ou se a dor que você sente na barriga ou nas costas melhorar logo, com um banho morno ou uma massagem. 

Não é nada impossível ter contrações por três dias seguidos e mesmo assim não estar oficialmente em trabalho de parto. Se as contrações vierem em intervalos de cinco minutos, depois sete, depois oito, depois cinco, depois oito de novo, é provável que o corpo esteja só treinando. Arme-se de paciência e acompanhe as contrações, até elas pegarem ritmo e força. 


Dá para saber se o trabalho de parto vai acontecer logo? 

Às vezes. Embora você não saiba de nada, seu corpo começa a se preparar para o parto cerca de um mês antes de o bebê nascer. Quando o trabalho de parto de verdade começa, em muitas mulheres o colo do útero já tinha começado há tempos a dilatar e afinar. 

Também são sinais da aproximação do trabalho de parto: 

• O bebê encaixa (a barriga fica mais baixa) 
• Aumento na secreção vaginal 
• Aparecimento de um "sinal" (uma secreção mucosa amarronzada ou com traços de sangue) 
• Contrações de treinamento mais frequentes e mais fáceis de notar



Fonte: http://brasil.babycenter.com/pregnancy/parto/trabalho-de-parto/

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Como Acontece o Trabalho de Parto e Como Ajudar

Querida Gestante,

Parabéns pela coragem de escolher ter um parto normal. Você optou pelo melhor e mais segura decisão para você e seu filho.

Não é fácil parir. É algo trabalhoso, às vezes demorado e cansativo. Por isso se chama “Trabalho de Parto”, e você deve se mexer e ficar ativa durante esse período.

Para as primigestas, principalmente, o trabalho de parto é uma caixinha de surpresas... e de medos. O que é normal, afinal é uma experiência nova e única na vida da mulher.

Pois bem, você resolveu passar por todos esses percalços, com coragem e ternura. E não estará sozinha. É bom contar com a companhia de alguém neste momento capaz de transformar vidas, sempre pra melhor.

Para ajudar as mulheres neste momento, existem outras mulheres, as chamadas doulas. Nós doulas, acompanhamos a mulher durante o trabalho de parto (TP) e parto, trazendo aconchego, conforto e dando segurança para as parturientes. Também aplicamos diversas técnicas para o alivio não-farmacológico das dores.

Para que vocês possam acompanhar com mais calma o Trabalho de Parto da gestante, darei uma breve explicação de como ele ocorre, no âmbito corporal, primeiramente. Depois passarei à explicação de como ocorre na esfera cerebral e psicológica.

O TP é dividido em três fases:

- Fase Latente

  • Pode se iniciar com a bolsa íntegra ou rota;
  • Ocorre o afinamento do colo do útero e dilatação de 3 a 5 cm;
  • As contrações não sumirão após banho quente e descanso, nem após 2 ou 3 horas monitorando;
  • Os intervalos ENTRE as contrações (do início de uma ao início da outra) vão diminuindo: 20/20 min, 10/10 min;
  • A duração vai aumentando: 30 seg, 45 seg, 50 seg;
  • Contrações irregulares em intensidade, ritmo e duração;
  • Fase mais longa, porém menos intensa e dolorosa;
  • A mãe pode continuar se alimentando e ingerindo líquidos à vontade, se tiver vontade e qual tiver vontade.

* Bom momento para avisar o obstetra, MAS uma internação nessa hora pode acarretar parada de progressão, cascata de intervenções, ansiedade materna e cesárea.

- Fase Ativa

  • Contrações regulares, com intervalos diminuindo 5/5 min, 4/4, 3/3
  • Duração aumentando: 50 seg, 55 seg, até mais do que isso;
  • Dores na região lombar, “pé” da barriga e terminações nervosas da coxa;
  • As contrações encontrarão ritmo. Irão durar 1 minuto;
  • É normal ter enjôos, vomito e diarréia.

*Quando a mulher sentir uma contração a cada 2 ou 3 minutos, com duração de 1 minuto, é um bom momento para ir para o hospital, pois já estará com cerca de 8 cm de dilatação.

- Fase Expulsiva

  • Inicia-se quando o útero alcança 10 centímetros de dilatação e o bebê começa a descer pelo canal vaginal;
  • Demora em média, uma hora, mas pode demorar mais horas;
  • As contrações deixarão de ser dolorosas e a mulher começará a sentir vontade de empurrar, uma força parecida com “força do cocô”;
  • Ela deve ser estimulada a não fazer força, para não lesionar o períneo. O bebê sairá mesmo que a mãe não faça força alguma!

COMO POSSO AJUDAR A GESTANTE?

  • Fazer massagens na coluna, ombros e pés. Pode-se usar géis e óleos para massagem.
  • Preparar uma bolsa de água quente, enrolar em uma toalha (cuidado para não queimá-la) e aplicar na lombar.
  • Deixá-la tomar banho na temperatura que quiser. Se a água estiver muito quente, e se for banho de imersão, deve-se tomar cuidado para não haver queda de pressão.
  • Incentivá-la a fazer exercícios leves, como caminhar, subir e descer escadas...
  • Deixá-la assumir a posição que quiser: sentada, de joelhos, de cócoras, andando em círculos, correr... se não achar uma posição cômoda, sugira que mude de posição. Geralmente ela encontrará sozinha, sem ajuda.
  • Deixar à mão alimentos de fácil digestão: iogurte, sucos, chás, água, frutas (maçã, laranja, pêra, uva) e sopas leves. Uma ótima ideia é ter bastante gelatina pronta à mão, e deixar a gestante se servir à vontade.
  • Providenciar para que o ambiente esteja ligeiramente escuro (cuidado com objetos no chão, para não haver quedas) e aquecido. Muitas mulheres têm necessidade de tirar a roupa durante o TP, Isso é normal.
  • Fazê-la rir, a deixar tranqüila e segura.

Os hormônios e a alteração de consciência no TP:

O trabalho de parto inicia-se com uma determinada seqüência hormonal secretada do cérebro para a corrente sanguínea. E essa secreção ocorre em uma parte especial do encéfalo, denominada “cérebro primitivo”, uma estrutura que comanda todas as atitudes instintivas e vitais do ser humano, que vão de comer e fazer sexo à controlar a temperatura corporal.

Durante o trabalho de parto, em algum momento da FASE ATIVA, começará uma alteração da consciência, causada pelos hormônios, onde qualquer situação que libere adrenalina (medo, frio, fome) ou que seja intelectualmente estimulante, causará incômodo e dor.

Neste momento de transição, a gestante se tornará mais introspectiva, silenciosa, agirá de modo estranho, como se estivesse em outro planeta. Isso é completamente normal e desejável, pois significa que o TP está tomando seu rumo esperado e desenvolvendo-se de forma correta.

Várias coisas poderão incomodar muito e causar dor, como por exemplo:

  • Presença de luz forte diretamente em seus olhos ou estar em um ambiente muito iluminado;
  • Ter fome ou frio (lembrem-se que disse que ela pode querer ficar nua), pois liberam adrenalina;
  • Ter que falar, responder perguntas, raciocinar, pensar, ouvir pessoas conversando – estímulo intelectual;
  • Presença de pessoas estranhas ou muita movimentação ao redor.

Quando a gestante atingir esse estágio do TP, deve-se evitar conversas perto dela e com ela, principalmente durante a contração. Quando se for iniciar a remoção para o hospital, avisá-la quando a contração acabar que ela vai ser retirada do chuveiro, por exemplo.

É normal e esperado que ela se torne agressiva, arredia aos toques, grite, mande os outros calarem a boca. O que surtia efeito antes, de repente se tornará incômodo.

Deve-se manter toda a calma do mundo com a parturiente. Lembre-se: os hormônios que estão controlando seu cérebro. As atitudes serão grosseiras, desprovidas de raciocínio e senso crítico. Tenha paciência.

COMO POSSO AJUDAR A GESTANTE?

  • Respeitar seus desejos e vontades. Deixá-la completamente livre pra fazer o que quiser, sem críticas.
  • Manter o ambiente com pouca luz, sem barulhos e muito privativo.
  • Continuar a cronometrar as contrações, para começar a remoção para a instituição quando elas estabilizarem de 3 em 3 minutos (com duração de um minuto).
  • Uma vez no hospital, procurar continuar cumprindo essas determinações. Não permitam que o pessoal da equipe médica fique a invadindo com perguntas complexas, não a deixem sozinha. Ela tem o direito de exigir a companhia de alguma pessoa durante todo o tempo que permanecer no hospital (Lei nº 11.108).
  • É direito da gestante rejeitar qualquer procedimento médico com ela (exames de toque, raspagem dos pêlos pubianos, lavagem intestinal, perfusão contínua de soro, episiotomia, etc.) e com o bebê (aspiração das vias aéreas e gástricas, injeção de vitamina K – pode ser administrada oralmente, pingar nitrato de prata nos olhos imediatamente, cortar o cordão imediatamente, administração de complemento em detrimento do leite materno, etc.)

SINAIS DE PERIGO:

  • Dores de cabeça, escurecimento das vistas;
  • Tonturas, perda de consciência (desmaio);
  • Dor que não pára entre as contrações (a mulher NÃO DEVE sentir dor entre as contrações, dor de nenhum tipo);
  • Dor na altura do umbigo;
  • A barriga deformar-se como se houvesse um cinto apertando na altura do umbigo durante a contração;
  • Dor intensa nos ombros;
  • Sangramento muito grande (é NORMAL acontecer um pequeno sangramento);
  • Água da bolsa com cheiro fétido (deve ter cheiro de água sanitária);
  • Água da bolsa com grumos verdes (a água deve ser clara e sem partículas verdes);
  • Vômitos e diarréias são manifestações normais. Se começarem a ficar muito iintensos, é bom avisar ao médico.

Entrou em TP e não tem ninguém em casa para te ajudar?
Ligue para seu marido, mãe, irmã ou para sua doula, ou ainda, alguma amiga que possa ficar com você durante todo o período.

Fonte: http://mamaealineamorim.blogspot.com/2011/04/como-agir-no-trabalho-de-parto.html

Sabia que ter o apoio de uma doula traz...

Redução de ~ 50% na taxa de cesarianas
                      ~ trabalho de parto 25% mais curto
Redução de ~ 60% nos pedidos de epidural
Redução de ~ 40% no uso de ocitocina
Redução de ~ 30% em uso de analgesia
Redução de ~ 40% no uso do fórceps

6 semanas após o nascimento, as mães que tiveram doulas são:

~ Menos ansiosas e deprimidas
~ Mais confiantes com o bebê
~ Mais satisfeitas com o parceiro (71% vs 29%)
~ Mais provável ter uma boa amamentação (52% vs 48%)

domingo, 3 de abril de 2011

Enjôo e Sensibilidade: Culpa dos hormônios!



Fonte: GNT Mães e Cia

Dez Dicas para uma Gravidez Saudável

  1. Saiba o máximo possível sobre a forma maravilhosa em como seu corpo está mudando, e sobre como o seu bebê está crescendo. Converse com sua mãe, seus amigos, e outras mulheres sobre gravidez, parto e nascimento. Participe de uma classe sobre parto e gravidez o mais cedo possível, leia livros e assista vídeos sobre a gravidez e sobre o parto normal.
  2. Pense se você quer dar à luz em um hospital, em um centro de parto, ou em casa. Escolha um médico que será capaz de ajudá-la no seu local escolhido e que te ajude a construir a sua auto-confiança durante a gravidez e o parto.
  3. Tenha uma dieta bem equilibrada, tendo em atenção as recomendações da pirâmide alimentar. Beba mais leite, ou coma mais alimentos que substituem o leite, e coma também um pouco mais de proteína. Come várias porções de frutas e vegetais frescos todos os dias. 
  4. Tome uma vitamina pré-natal que contém ácido fólico. 
  5. Beba muita água - seis a dez copos por dia - e escolha sucos de frutas naturais em vez de refrigerantes.
  6. Evite substâncias que podem ser perigosos para você e seu bebê, tais como cigarros, álcool e drogas. Não tome qualquer medicamento, mesmo os medicamentos de balcão, a menos que tenha discutido com o seu médico antes.
  7. Mantenha-se activa! Continue o  programa de exercícios que você fazia antes de engravidar de acordo com as recomendações do seu médico. Se você não se exercitava antes de engravidar, considere a caminhada ou a natação. Comece com períodos curtos de exercício, e aumente gradualmente a quantidade de tempo que você está se exercitando.
  8. Descanse o necessário! Ouça o seu corpo para determinar se você precisa de pausas curtas durante o dia e para determinar quantas horas de sono que você precisa durante a noite. Lembre-se de que você está respirando por dois e que o seu corpo está trabalhando dobrado para gerar seu bebê.
  9. Converse com seu bebê e aproveite para aumentar o seu vínculo com ele. As pesquisas mostram agora que os bebês reagem à sensação de tocar tão cedo quanto dez semanas de gravidez. Um pouquinho mais tarde, ele já pode reagir à luz, sua voz, música e outros sons.
  10. Tente minimizar o estresse em sua vida e pratique técnicas de controle do stress como praticar uma respiração profunda enquanto relaxa vários grupos musculares quando você se sente sob pressão. Você pode aprender estas técnicas e outras estratégias de relaxamento nas aulas de educação de parto.
  11. Planeje o nascimento do seu bebê. Para a maioria das mulheres, o parto é normal, natural e saudável. Saiba o máximo possível sobre como são os partos no local que você escolheu para ter o bebê. Tire suas dúvidas sobre as seis práticas de cuidados que são conhecidos por promover o parto normal. As aulas de parto ajudarão você a entender o que acontece durante o parto e vai ajudar você e seu parceiro a saber as posições e movimentos que ajudarão o trabalho de parto e as formas de lidar com o estresse e a dor.
  12. Aproveite este tempo especial em sua vida! Seu parceiro, sua família e amigos podem ajudar a tirar o máximo de proveito desta transição maravilhosa. Tenha confiança na capacidade do seu corpo de crescer, nutrir e dar à luz ao seu bebê naturalmente como as mulheres têm feito de geração em geração.
Fonte: Lamaze International

sexta-feira, 1 de abril de 2011

7 Passos para Estabelecer Limites

" Ser pai e mãe não é um trabalho politicamente correto o tempo todo. Sua família NÃO é uma democracia! É uma ditadura benevolente, na qual, você, pai/mãe trabalha como embaixador e criador das regras."

7 Passos para estabelecer limites:

1. Tenha expectativas apropriadas: é melhor remover objetos frágeis do alcance da criança do que tentar mudar a criança para desistir de tocar os enfeites e bibelôs.

2. Escolha limites que você sabe que pode reforçar: como pai e mãe, é impossível ganhar todas as disputas. É impossível fazer com que a criança coma brócolis, peça desculpas, compartilhe os brinquedos, escove os dentes, não tenha medo, use sempre o penico, etc, etc. Se você fizer de tudo um cavalo de batalha, vai acabar perdendo sua autoridade - caos e desafios virão a seguir.

3. Use frases curtas e positivas: Evite "Filha, venha aqui e guarde os brinquedos na caixa, depois de calçar os sapatos", tente "brinquedos na caixa" e depois "sapatos agora!". Ao invés de dizer "não corra" ou "não suba na cadeira", experimente "aqui é lugar de caminhar" ou "cadeiras são feitas para sentar".

4. Seja consistente. Seja consistente. Seja consistente: não mude as regras a cada dia.

5. Use a linguagem da criança para um sucesso máximo: frases curtas, repetição, voz expressiva e gestos e expressões faciais DRAMÁTICOS.

6. Evite mensagens ambíguas: Não sorria ou use uma voz melosa se está falando sério.

7. Seja criativo: alguns exemplos sobre como dar ordens a crianças desafiadoras são cochichar, fazer um som de trumpete antes de anunciar o que vem a seguir, colocar um chapéu engraçado, mostrar a ela como as meias sujas vão marchando "sozinhas" para o cesto porque não agüentam mais ficar no chão. "

Fonte: Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block (copiei do Blog da minha amiga Aline Amorin!)